sexta-feira, 5 de junho de 2015

PARADA GAY: O MOVIMENTO POLÍTICO LEVARÁ MILHARES ÀS RUAS NESTE DOMINGO (7)


19ª edição acontece em São Paulo
Cada dia mais fortalecida como movimento político contra a homofobia e as mazelas do preconceito social, a 19º Parada do Orgulho LGBT de São Paulo acontece no próximo domingo (07/06), na Avenida Paulista. O ato, que tem a participação de figuras públicas, políticos e representantes dos direitos humanos, deve reunir​ ​cerca de um milhão de pessoas.
O tema da parada será “Eu nasci assim, eu cresci assim, vou ser sempre assim: respeitem-me!”. Embora não faça referência a um assunto político, o presidente da Associação da Parado do Orgulho LGBT de São Paulo (APOGLBT), Fernando Quaresma Azevedo, explicou que a intenção é reforçar a autoestima de gays, lésbicas, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros frente a um grande avanço conservador observado recentemente na sociedade brasileira.
“É um dia de comemoração contra 364 dias de opressão da LGBTfobia com que nós sofremos todos os dias. Mas é um momento de comemoração e reivindicação ao mesmo tempo. A associação cumpre o papel de colocar o evento na avenida Paulista e dar visibilidade ao movimento”, disse em entrevista.
Na edição de 2014, a UBES participou da Parada. Para o movimento estudantil, ir às ruas nesta data é um ato político contra a homofobia que assombra boa parte da nossa juventude nos círculos sociais e até mesmo dentro das escolas.
SERVIÇO
O quê? 19º Parada do Orgulho LGBT de São Paulo
Quando? 07 de junho | Domingo às 10hs
Onde? Avenida Paulista | São Paulo – SP
Fonte: UBES

CONGRESSO DA UNE MOBILIZA SOCIEDADE CONTRA REDUÇÃO

Evento começa nesta quarta (3) e traz assunto como tema de destaque. Comissão Especial da Câmara dos Deputados deve apresentar na próxima semana relatório favorável ao projeto que é um retrocesso social
O 54º Congresso da UNE começa nesta quarta-feira (3) em Goiânia e vai abrir seus debates com um tema polêmico, que deverá ser uma das principais bandeiras da juventude no próximo período: a luta contra a redução da maioridade penal.
Desde que a Câmara dos Deputados assumiu sua nova composição com parlamentares patrocinados pelo conservadorismo e por interesses escusos de quem quer criminalizar a juventude, o projeto voltou à cena.
Defendida pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 171/1993, de autoria de Benedito Domingos (PP-DF), propõe baixar a maioridade penal de 18 para 16 anos. O texto está sendo analisado em uma Comissão Especial que apresentará relatório na próxima quarta-feira (10).
Existem 38 propostas anexadas à PEC – uma define a maioridade penal em 12 anos e outras nem sequer estabelecem limite de idade.
O relatório será votado pela Comissão e posteriormente pelo plenário da Câmara. Se aprovada pelos deputados, a proposta será encaminhada ao Senado para apreciação. Para aprovação de uma PEC, são necessários os votos de pelos menos 60% dos deputados.
“Dos 27 membros titulares [da Comissão que analisa a proposta], 15 pertencem à ‘bancada da bala’. Isso demonstra bem os interesses que estão por trás daqueles que defendem a redução da maioridade penal no Congresso. A proposta é um retrocesso civilizacional para a sociedade”, alerta a presidenta da UNE, Vic Barros.

CUNHA QUER VOTAÇÃO EM JUNHO

No último domingo (31), Cunha afirmou em sua conta pessoal no Twitter que colocará a proposta em votação no plenário da Casa em junho. Segundo Cunha, a comissão deve concluir os trabalhos até 15 de junho. “Levaremos imediatamente ao plenário”, enfatizou.
O presidente da Câmara disse ter “absoluta convicção [de] que a maioria da população é favorável” à redução da maioridade.  Deixando de lado a complexidade do tema, tratou o assunto com revanchismo, limitando-o a uma disputa partidária. “O PT não quer a redução da maioridade e acha que todos têm de concordar com eles”, escreveu.
Ele afirmou ainda que irá sugerir ao relator deputado Laerte Bessa (PR-DF) que proponha um referendo sobre a redução da maioridade.
A presidenta da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES), Bárbara Melo, tem acompanhado as sessões da Comissão Especial na Câmara. Para ela, a condução dessa votação destila ódio à juventude e a comissão deve apresentar um texto favorável à proposta, seguindo a posição do relator. “A cada nova sessão da comissão há um novo absurdo. Um projeto complexo como esse tem que ser discutido melhor. Se ele for aprovado com essa urgência toda irá satisfazer um sentimento de vingança e encarcerar uma geração”, afirmou.
A presidente da República, Dilma Rousseff, já se manifestou publicamente mais de uma vez contra o projeto. Em um vídeo publicado no Facebook, ela disse que a redução da maioridade penal não resolve o “problema da delinquência juvenil”. Em outra ocasião, ao participar de um encontro com jovens no fim de abril, ela voltou a criticar a proposta e disse que não se pode acreditar que a questão da violência “decorre da questão da maioridade ou da redução dessa maioridade.”

RODA DE CONVERSA SOBRE A REDUÇÃO

Nesta quarta-feira (3), às 19h, logo após a abertura do 54º Congresso da UNE, no Teatro de Arena da Praça Universitária Honestino Guimarães, haverá uma roda de conversa sobre o assunto. Para discutir foram convidados além da presidenta da UBES, Bárbara Melo, o secretário de Movimentos Populares do Partido dos Trabalhadores (PT), Bruno Elias, e o professor de História e colunista da revista Carta Capital, Douglas Belchior.
Para o professor Douglas, Eduardo Cunha e a grande maioria do Congresso Nacional são adeptos da má política e da lógica clientelista comuns a muitas dimensões do poder. “Enfrentar com radicalismo a agenda racista e fascista do Congresso é uma obrigação de todo brasileiro com um mínimo de vergonha e consciência. A começar pelo tema da redução que, cinicamente, tentarão nos fazer engolir feito arame farpado goela abaixo. Estamos em desvantagem. Mas estamos vivos. Lutemos”, ressaltou.
Da UNE.

ENEM CHEGA A 4,6 MILHÕES DE INSCRITOS; PRAZO TERMINA NESTA SEXTA

Inscrições vão até as 23h59 de sexta; prazo para pagamento vai até dia 10.
A edição 2015 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) já recebeu 4,65 milhões de inscrições. O balanço parcial foi divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) nesta terça, e o prazo termina nesta sexta-feira (5). Os candidatos devem fazer sua inscrição no site do exame.

VEJA COMO SE INSCREVER

O que é preciso
O candidato precisa ter em mãos seu RG, o número do seu CPF e um endereço de e-mail pessoal. Neste ano, o mesmo endereço de e-mail não poderá ser usado em mais de uma inscrição no exame. É necessário informar também um número válido de telefone fixo ou de celular.
Quanto custa
O Ministério da Educação aumentou o valor da taxa de inscrição para R$ 63. O aluno vai gerar um boleto bancário que deverá ser pago até o dia 10 de junho às 21h59.
O boleto bancário é criado na opção Gerar GRU. A página será aberta em uma outra janela, por isso é preciso habilitar a abertura de pop-ups no navegador.
Caso a taxa não seja paga, a inscrição do candidato será cancelada.
Quem pode fazer o exame de graça
Alunos da rede pública que cursam o 3° ano do ensino médio estão automaticamente isentos da taxa de inscrição.
Candidatos que comprovarem baixa renda também podem pedir isenção do pagamento ao final da inscrição. Após preencher o questionário socioeconômico, o estudante deve entrar na opção declarar carência. Nesse caso, é preciso conferir se o pedido foi aceito pelo Inep antes do fim do período de inscrições.
A partir desta edição, os candidatos isentos que não comparecerem nos dois dias de provas perderão o benefício para a próxima edição.
Como pedir atendimento especial
Estudantes com baixa visão, cegueira, visão monocular, deficiência física, deficiência auditiva,  surdez, deficiência intelectual, dislexia, déficit de atenção, autismo, discalculia ou com outra condição especial podem pedir atendimento especializado durante as provas do Enem. É preciso que preencham o campo específico no formulário de inscrição indicando qual o atendimento necessário durante o exame.
Gestantes, lactantes, idosos, alunos em classe hospitalar e sabatistas também têm o direito a atendimento específico desde que informem sua condição no ato da inscrição.
Nome social
Travestis e transexuais podem solicitar o uso do nome social no exame. Para isso, devem fazer sua inscrição normalmente no site até o dia 5 de junho.
No período entre 15 e 26 de junho, devem entrar novamente na página do Enem e solicitar o uso do nome social em formulário disponível on-line. O candidato deve ter documentos comprobatórios de sua condição.
Diploma de ensino médio
O candidato que tiver mais de 18 anos e pretende usar o exame nacional para pedir a certificação de ensino médio deve indicar seu objetivo na inscrição.
Língua estrangeira
No formulário da=e inscrição, o candidato deve selecionar se quer responder a perguntas de inglês ou de espanhol como língua estrangeira.
Local para a prova
O estudante deve escolher em qual cidade pretende fazer as provas do exame nacional, que serão aplicadas nos dias 24 e 25 de outubro. O local pode ser alterado até o fim do período de inscrições.
Confirmação de inscrição
Os candidatos que pediram a isenção do pagamento devem conferir na página do Enem se o seu pedido foi aceito até o dia 5 de junho. Caso o pedido seja negado, é preciso criar o boleto de pagamento no site e pagá-lo até o dia 10 de junho.
Cartão de confirmação da inscrição
Neste ano, o cartão de confirmação do candidato será divulgado pelo Inep apenas no site do Enem. Ainda não há data prevista para sua divulgação.
Da Redação, com INEP.
Fonte: UBES